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Thales Henrique é Administrador, Coach, Gestor de Projetos e está especializando em Gestão de Pessoas. Possui mais de 10 anos de experiência generalista em Administração. Apaixonado por pessoas e suas interações.

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O QUE SÃO CRENÇAS LIMITANTES?

17/04/2019 22:44:43

Thales Henrique

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"As crenças que são as ideias e percepções de uma pessoa, consideradas por ela absolutas e verdadeiras. As crenças são formadas a partir da visão que a pessoa tem de si e do mundo" (Fernando E. José).

 

São através das nossas crenças que encaramos as diversas situações da vida. São ideias que, mesmo inconscientemente, nos moldam e nos direcionam a agir (ou não agir, depende da situação). Elas são responsáveis pelo nosso modo de responder àquilo que nos acontece no decorrer da vida.

 

Pense o seguinte: Nascemos “crus”, de gostos, desejos. Apenas com o instinto de chorar ao sentir algo, seja fome ou dor. Não escolhemos tomar banho, por exemplo, ou nos vestir. Ou ainda a idade em que vamos para a escola. Percebe que essas situações acontecem quando escolhem para a gente? Na verdade, nem nosso nome escolhemos! E assim vamos crescendo. Ao desenvolver mais nossa própria personalidade, passamos a repetir costumes e comportamentos que observamos em nosso meio.

 

Logo, estamos falando como nossa família. Comendo nos mesmos horários, frequentando a mesma religião, cumprindo as mesmas atividades e horários. Estamos ali, inseridos nessa cultura, com os costumes dessa casa, que se estende aos que convivemos, como vizinhos, colegas de escola, turma da rua. Ao crescer nesse meio, recebemos diversas informações, ensinamentos, histórias, e nossa mente acolhe tais informações e ideias como crenças.

 

Daí por diante, temos a crença estabelecida em nosso inconsciente, pois não é algo perceptível, ensinado como em sala de aula. É algo vivencial. Absorvemos o que nos foi passado, e abraçamos essa ideia sem nem ao menos questionar. Essas crenças tem grande poder sobre nosso comportamento e, por conseguinte, sobre o nosso crescimento pessoal e até profissional. Elas impactam diretamente em nosso futuro e na busca do que consideramos sucesso.

 

 

Crenças Limitantes

 

As crenças assumem um caráter de limitante quando estas nos impedem de fazer (ou de ao menos tentar) aquilo que verdadeiramente temos vontade. Crenças limitantes muitas vezes são como desculpas que damos para não fazer o que sabemos que precisamos fazer, mas preferimos o conforto de nossa zona e não arriscar. Isso pode atrapalhar muito o seu desenvolvimento pessoal e o alcance de objetivos.

 

Alguns exemplos de crenças limitantes:

  • Sou velho demais para...
  • Sou péssimo em matemática, jamais conseguiria fazer uma engenharia
  • Não sei o suficiente, preciso me aperfeiçoar mais
  • Estou muito fora de forma pra isso
  • Dinheiro só traz problema
  • Tenho que casar-me com alguém da mesma religião, ou minha família não aceita
  • Tenho que continuar casado (a) pelos filhos
  • Não tenho tempo
  • Preciso trabalhar no que me formei
  • Não consigo falar em público

 

Essas, entre outras, são exemplos de crenças que são instaladas nas mentes e tomadas como verdades. Quem nunca ouviu, por exemplo, um menino criança chorar, e os pais logo mandarem um “que feio, homem não chora”. Pronto! Está lá, sem ao menos entender como, essa criança cresce reprimindo alguns sentimentos, pois ouviu, ainda pequeno, que não “poderia” chorar.

 

 

Fontes das crenças

 

As crenças são originadas da nossa educação e vivência, como dito anteriormente. Então observamos e repetimos padrões de pessoas que são importantes para nós, como familiares, amigos, professores. Outra fonte pode ser a religião, que doutrina pessoas em suas mais variadas vertentes, falam de salvação e pecado, e condições para conquistar o paraíso (por exemplo).

 

A própria sociedade é uma fonte de crenças. As gerações inclusive vêm conflitando justamente por acreditarem em coisas diferentes. O padrão de beleza é um exemplo de uma crença estabelecida pela sociedade, e quem se sente fora dessa curva, se frustra, se inferioriza e se perde.

 

Ter algumas experiências de vida também são fontes de crença. Você abrir um negócio próprio e dentro de algum tempo, esse negócio ser fechado, pode te fazer acreditar que você não é bom para ter um negócio próprio. É o que acontece também em relações amorosas. As pessoas vivem uma experiência não tão boa, e generalizam, por receio ou para se preservarem, acabam acreditando que será igual em qualquer outro relacionamento.

 

 

Como identificar e ressignificar crenças limitantes?

 

O autoconhecimento é sim um dos grandes aliados para o desenvolvimento pessoal, e ele auxilia muito na identificação de crenças. Vamos aos passos que pode ajudar a identificar e quebrar crenças que estão te impedindo de seguir ao alcance dos seus objetivos:

 

  1. Identifique a crença – Pense em algo que você gostaria muito de fazer ou realizar, mas não está fazendo. Lembre-se, é importante entender que estamos falando de crença palpável, algo próximo da realidade. Ter uma crença de que vai pisar na lua na próxima semana, ou que vai falar francês fluente em 3 dias é algo ilusório, utópico!

 

Pense, na sua realidade, em algo que gostaria de estar fazendo e não está. E o porquê não está fazendo.

Tome nota dessa crença

  1. Reconheça e avalie – Entenda e reconheça que é apenas uma crença, e não uma verdade absoluta. Avalie de onde surgiu, ou se tem algum acontecimento específico que fez nascer essa crença
  2. Modele e conteste sua crença – Se faça perguntas como: “Eu sempre pensei assim?” “Quem me disse isso?”

“Tem algo que evidencie essa minha crença, que comprove isso que eu acredito?” “Isso está me travando de alguma forma? Me atrasando?”

 

Modele alguém que você admira. Pode ser um artista, um filósofo, um professor, um gestor que você se espelha. E faça a seguinte pergunta “Se eu fosse o xxxx (Steve Jobs, Roberto Justos, Mario Sergio Cortela, etc...) eu pensaria assim? O que eu pensaria sobre essa crença se eu fosse o xxxx?”

  1. Consequência – O que essa crença te traz? Pensar dessa forma tem feito o que em sua vida? Qual o resultado de pensar dessa forma?
  2. Ressignificar e adotar uma nova crença – Após os levantamentos, pense em novas crenças. Essa é a parte mais difícil. A mudança de comportamento que vira hábito e futuramente rotina, pode te levar a mudar uma crença. Ou ainda, pensar em alguém que tem uma crença contrária a sua. Exemplo: tenho a crença de que não vou conseguir um bom emprego por eu não ter uma pós-graduação. Mas após os levantamentos, lembro de um conhecido que tem um bom emprego e só tem o ensino médio, ou só o superior. Eu modelo esse conhecido mostrando para a minha crença que existe outra possibilidade.
  3. A prática leva a perfeição – Após estabelecer uma nova crença, você precisa se dedicar a fortalecer esses novos pensamentos, e claro, novos comportamentos. Se você acredita que está muito velho, por exemplo, para entrar numa aula de dança, ao mudar essa crença para “nunca é tarde para começar algo novo”, você pode começar a buscar aulas, ver vídeos que vão te inspirar, visitar alguma academia, convidar alguém para fazer uma aula experimental com você...uma coisa por vez. E quando der por si, já estará tendo as aulas que tanto tem vontade!

 

É muito importante tomar consciência das crenças que estão em nosso inconsciente, e trazê-las para serem trabalhadas com comportamentos repetidos e entendidos em nosso consciente. É essencial fazer dessas crenças limitantes novas crenças impulsionadoras, para que possamos sair do ponto que estamos rumo ao nosso estado desejado.

 

 

 

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